Imagens: Márcio Neves e Luciano Abe
No mesmo dia em que Wellington Menezes de Oliveira matava 12 estudantes no Rio, a Folha visitou quatro escolas municipais em São Paulo. No vídeo acima, gravado com uma câmera escondida, a reportagem avaliou o acesso e a segurança nestas escolas. Em duas delas, foi possível entrar em pátios de convivência dos alunos e salas de aula sem restrições.
A falha de segurança ocorreu nas escolas do CEUs São Carlos (Vila Jacuí) e Vila Curuçá, ambas na zona leste.
Para entrar no CEU São Carlos, a reportagem pediu informações sobre a localização da secretaria para um segurança da portaria. Sem seguir suas instruções, andou pelos corredores até chegar a uma sala de professores. Banheiros, pátio e cantina ---com crianças ao redor e próximo de funcionários-- também foram visitados.
Em nenhum momento o jornalista foi abordado e questionado por estar no local.
Já na escola municipal do CEU Vila Curuça, a reportagem repetiu o procedimento na portaria e conseguiu percorrer corredores, observando salas de aula.
Antes de sair, no entando,o repórter abordou duas funcionárias e se identificou em seguida. Uma mulher, que afirmou ser membro da diretoria da unidade, reconheceu que o jornalista não poderia estar no local.
GRADES E CADEADOS
Nas escolas Presidente Epitácio Pessoa (Vila Jacuí) e Darcy Ribeiro (São Miguel), ambos na zona leste, a reportagem se deparou com grades e portões fechados. Os guichês de atendimento ao público estavam protegidos e ficavam em uma área externa para atender assuntos ligados a secretaria.
Sobre os procedimentos de segurança adotados nas escolas, a Secretaria Municipal de Ensino de São Paulo informou que "mantém inspetores de alunos em todas as unidades da rede" e que as escolas "contam com rondas da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar". A nota também informa que as "unidades localizadas nas regiões com maior vulnerabilidade foram mapeadas e contam com vigilância terceirizada feita por homens e/ou câmeras".
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